quinta-feira , 12 março 2026
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Texas Rattlers dominam a PBR, mas será que o rodeio ainda empolga a nova geração?

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Ei, galera jovem, vamos falar sério: enquanto o mundo discute crises políticas e mudanças climáticas, o universo do rodeio segue seu ritmo alucinante na PBR Team Series, com o Texas Rattlers assumindo a liderança após a etapa em Duluth, na Geórgia, nos dias 27 e 28 de julho. Eles bateram o rival Austin Gamblers por 342,5 a 253,7, graças a montarias impecáveis de brasileiros como Cláudio Montanha Junior e Marcelo Procópio Ferreira, além dos americanos Daniel Keeping e Ezekiel Mitchel. Mas convenhamos, em uma era onde a adrenalina vem de apps e games, esse esporte de alto risco parece mais um relicto do passado do que uma emoção autêntica – quantos jovens vão se arriscar em touros furiosos quando há opções mais seguras para provar coragem?

O destaque crítico vai para o Florida Freedom, que finalmente pontuou em todas as cinco montarias contra o Nashville Stampede, vencendo por 410,5 a 177,5, liderado pelo americano John Crimber e uma tropa de brasileiros como Thiago Salgado, João Lucas Campos, João Ricardo Vieira e Alex Cerqueira. É impressionante, sim, mas criticamente falando, isso expõe a dependência excessiva de talentos estrangeiros nesse circuito americano, questionando se a PBR não está virando um show globalizado sem raízes locais. Outros resultados, como a virada do Arizona Ridge Riders sobre o Kansas City Outlaws por 171 a 87, com o brasileiro Luciano de Castro brilhando, ou a primeira vitória apertada do Oklahoma Wildcatters contra o New York Mavericks por 175,25 a 174,25, mostram uma temporada imprevisível, mas será que isso basta para atrair uma juventude que prefere esportes inclusivos e menos brutais?

No sábado, o Carolina Cowboys derrubou o até então invicto Kansas City Outlaws por 256,5 a 87,75, com o retorno do brasileiro Adriano Salgado após uma concussão – um lembrete sombrio dos perigos reais envolvidos. Enquanto times como Missouri Thunder e Carolina Cowboys mantêm posições estáveis, com 3 vitórias e 2 derrotas cada, a tabela revela desequilíbrios gritantes, como o Nashville na lanterna com 2-3. Próxima parada em Sunrise, Flórida, de 8 a 10 de agosto, mas honestamente, jovens, em tempos de ativismo político, vale a pena glorificar um esporte que romantiza o risco à saúde? Hora de repensar o que nos entretém.

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