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Prefeita de Campo Grande veta investimentos em cultura e saúde: priorizando o quê, afinal?

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Em uma decisão que levanta sérias dúvidas sobre as prioridades políticas em Campo Grande, a prefeita Adriane Lopes (PP) vetou trechos cruciais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, cortando investimentos em áreas como cultura e saúde. Imagine só: propostas que destinavam 1% do orçamento para editais culturais foram barradas, com a justificativa de que isso já é feito e que torná-lo obrigatório poderia “prejudicar outras áreas”. Para um público jovem, que vive de arte, música e expressões criativas, isso soa como um tapa na cara – como se a cultura fosse um luxo dispensável em tempos de planejamento financeiro apertado. E não para por aí: vetos também atingiram a criação de reservas para ações ambientais e unidades específicas para a população LGBTQIA+ e gestantes, alegando falta de estudos técnicos e riscos ao equilíbrio orçamentário. Cadê a visão progressista que uma cidade como Campo Grande merece?

Enquanto isso, Adriane sancionou medidas que parecem mais palatáveis, como o IPTU Verde para imóveis sustentáveis e salas de acolhimento para estudantes autistas e neuroatípicos – iniciativas louváveis, sem dúvida, mas que não compensam os cortes em setores vitais. Outras aprovações incluem apoio a hortas urbanas, preservação de nascentes e aquisição de alimentos orgânicos para merendas escolares, o que é ótimo para o meio ambiente e educação, mas ignora demandas urgentes na saúde pública, como a ampliação de 20% na cobertura ou atendimentos humanizados. Para os jovens, que enfrentam um mundo cada vez mais instável, essa seletividade é frustrante: por que vetar relatórios sobre obras paradas ou fundos sociais sem viabilidade, mas aprovar plataformas digitais para transporte? Parece uma gestão que prioriza o status quo em vez de inovar para o futuro.

No fundo, esses vetos revelam uma abordagem conservadora que subestima o impacto de investimentos em cultura e saúde mental, especialmente para uma geração que clama por inclusão e sustentabilidade. Adriane argumenta problemas legais e falta de respaldo técnico, mas isso não convence: onde estão os estudos que justificam ignorar 1% para o meio ambiente ou cortes em gastos com pessoal? Jovens de Mato Grosso do Sul merecem uma política que invista no que realmente importa, não em desculpas burocráticas que perpetuam desigualdades. É hora de questionar: essa LDO é para o povo ou para equilibrar contas à custa do progresso?

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