A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) volta a se reunir nesta sexta-feira (5/9) com representantes do governo federal para discutir o aumento salarial da categoria. O encontro, marcado para as 10h no bloco C da Esplanada dos Ministérios, envolve delegados, peritos, agentes e escrivães, que conversam com equipes do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República. Isso ocorre dois dias após a rejeição unânime da proposta de 18,9% de reajuste, dividida em duas parcelas para 2025 e 2026, considerada insuficiente pela categoria que busca paridade salarial com a Polícia Federal (PF).
No período da tarde, a partir das 15h, o governo federal ouvirá integrantes da Polícia Militar do DF (PMDF) e do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) no mesmo local. Essa é a quarta rodada de fóruns de diálogos articulados pela senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) e pela deputada federal Érika Kokay (PT-DF), com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e das ministras Gleisi Hoffmann (SRI) e Esther Dweck (MGI). As parlamentares destacam os avanços salariais nas gestões anteriores de Lula e expressam otimismo para uma proposta digna que contemple as demandas.
O governador Ibaneis Rocha (MDB) enviou ofício a Lula na quarta-feira (3/9), reiterando o pedido de reajuste que varia até 44% dependendo do cargo, para garantir a isonomia com a PF. O presidente do Sinpol-DF, Enoque Venâncio de Freitas, afirma que a categoria reacendeu esperanças com o terceiro mandato de Lula, esperando reconhecimento profissional. Como as forças de segurança são custeadas pelo Fundo Constitucional do DF, qualquer reajuste precisa de aval do Planalto e do Congresso Nacional.
