Uma audiência pública realizada no plenário do Senado Federal em Brasília na quarta-feira, 1º de julho de 2026, debateu a PEC que propõe o fim da escala 6×1, a instituição de dois dias de descanso semanal e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem diminuição salarial. O encontro, travado há mais de um mês na mesa do presidente do Senado, reuniu representantes do governo federal, da oposição, de entidades empresariais como Fecomércio-SP, Fiesp e CNT, além de sindicatos como a UGT e senadores.
Argumentos contrários à redução de jornada
Empresários presentes criticaram a proposta por considerar que ela eleva custos sem antes resolver a baixa produtividade da economia brasileira. Ivo Dall’Acqua destacou que o foco deve estar na geração de riqueza antes de sua distribuição. Paulo Skaf pediu que o debate ocorra sem motivação eleitoral para preservar a liberdade de voto dos parlamentares.
Defesas baseadas em saúde e produtividade
Sindicalistas e parlamentares favoráveis argumentaram que a medida combate a exaustão dos trabalhadores e melhora a qualidade de vida. Guilherme Boulos citou estudo do Ipea que calculou impacto de 7,8% semelhante ao aumento real do salário mínimo, sem gerar falências ou desemprego. Ricardo Patah afirmou que todos merecem tempo para família e lazer, alertando para o recorde de afastamentos por burnout no ano anterior.
Os participantes concluíram que o tema exige análise aprofundada dos efeitos sobre a saúde e a economia, mantendo o diálogo aberto entre os setores envolvidos.
