A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), em parceria com o Ministério da Saúde, capacitou 2.534 profissionais de saúde em doação e transplante de órgãos entre setembro de 2025 e agosto de 2026, superando a meta inicial em 25%. O programa incluiu 73 cursos distribuídos em 23 módulos e alcançou profissionais em 25 estados do país. O objetivo principal é reduzir a taxa de recusa familiar, que gira em torno de 45%, por meio de melhorias na comunicação e no acolhimento às famílias de potenciais doadores.
Capacitação foca em comunicação e acolhimento
Os cursos abordaram temas como identificação de potenciais doadores, determinação de morte encefálica, manutenção clínica e gerenciamento do processo de doação. Participaram médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais da linha de frente. A iniciativa também prepara as equipes para diálogos difíceis com familiares em momentos de grande vulnerabilidade.
Muitas vezes as famílias não recebem todas as informações adequadamente, no momento e com um protocolo adequados para tomarem a melhor decisão. E muitas vezes também, as equipes médicas não estão preparadas para lidar com conversas difíceis, utilizando termos excessivamente técnicos e inacessíveis, ou realizando abordagens consideradas frias e comerciais em locais inadequados.
Cristiano Franke
Expansão do programa segue em novos estados
Além dos 73 cursos já concluídos, outros oito treinamentos estão previstos, incluindo etapas em Fortaleza e Florianópolis. O presidente da AMIB, Cristiano Franke, destacou que o alcance de mais de 2,5 mil profissionais demonstra o avanço no conhecimento técnico aplicado diretamente ao processo de doação. A expectativa é aumentar o número de doadores efetivos por meio de protocolos mais claros e humanizados.
