Centrais sindicais iniciam neste fim de semana uma mobilização nacional para pressionar senadores a votarem a PEC 221/2019 antes do primeiro turno das eleições de 2026. A proposta acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal para 40 horas. A articulação envolve a CUT, Força Sindical, CSB e UGT, que buscam evitar que a votação seja adiada após o pleito e atenda interesses empresariais em vez dos trabalhadores.
Reunião e estratégias de mobilização
Os presidentes Sérgio Nobre, Miguel Torres, Paulo de Oliveira e Ricardo Patah participaram de reunião em 4 de setembro para definir ações que começam a partir de 5 de setembro. Entre as medidas estão panfletagens em centros comerciais, mobilização em redes sociais, protestos de rua e pedido de audiência com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O objetivo é cobrar os parlamentares nos estados durante o período eleitoral.
Posicionamentos das lideranças
Os sindicalistas alertam que o adiamento surpreendeu negativamente, já que mais de 70% da população apoia a PEC. Eles pretendem usar a pressão popular para que os senadores respondam nas ruas antes de pedir votos.
Os empresários falam que querem que vote depois da eleição porque sabem que o senador vai trair o povo. Fala que vota a favor do povo e, no dia seguinte, trai a população. É isso que nós vamos denunciar
Sérgio Nobre
Do lado empresarial, a CNC defende que mudanças constitucionais exijam análise técnica e diálogo, sem pressão do calendário eleitoral. As centrais mantêm a expectativa de resolver a questão com Alcolumbre ainda este mês.
