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Lula recupera popularidade, mas números revelam fragilidade persistente

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Apesar da aparente recuperação na aprovação do governo Lula, com um salto de 43% para 46% segundo a pesquisa Genial/Quaest, é inevitável questionar a solidez dessa melhora. A desaprovação, que caiu apenas de 53% para 51%, ainda reflete uma nação dividida e insatisfeita, especialmente quando se considera que esses ganhos são atribuídos principalmente à percepção de queda nos preços dos alimentos. Felipe Nunes, diretor da Quaest, aponta que a ausência de crises como as do PIX e INSS contribuiu para isso, mas tal dependência de fatores econômicos voláteis expõe a vulnerabilidade do mandato petista, que parece mais reativo do que proativo em lidar com as demandas reais da população.

No Nordeste, berço eleitoral do PT, a aprovação subiu de 53% para 60%, com destaque para Bahia (de 47% para 60%) e Pernambuco (de 49% para 62%), mas isso não mascara o fato de que a desaprovação na região ainda ronda os 37%. Entre os que ganham até dois salários mínimos, o apoio cresceu de 46% para 55%, impulsionado pela sensação de maior poder de compra – com 70% agora acreditando que ele diminuiu no último ano, contra 80% antes. No entanto, essa melhora é criticável, pois ignora desigualdades estruturais que persistem, e a pesquisa ouviu 12.150 pessoas com margem de erro de 2 pontos, o que sugere que os números podem ser ainda mais instáveis.

A postura de Lula frente ao tarifaço de Donald Trump, vista como positiva por 48% contra 28% favoráveis a Bolsonaro, pode até render pontos políticos, mas revela uma estratégia mais defensiva do que inovadora. Em um cenário global tenso, depender de confrontos externos para elevar a popularidade soa como oportunismo, e não como governança eficaz, deixando claro que o governo ainda luta para conquistar uma aprovação robusta e duradoura.

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