Em agosto de 2024, Goiânia registrou a abertura de 6.284 novos CNPJs, um avanço de 12,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, mas o predomínio de microempreendedores individuais e o aumento de tributos projetado levantam dúvidas sobre a solidez desse crescimento para o fim de ano.
Setor de serviços concentra maior parte das novas empresas
O setor de serviços liderou as aberturas com 68% dos registros, seguido pelo comércio com 25% e pela indústria com apenas 7%. Os microempreendedores individuais representaram 62% do total, enquanto microempresas e empresas de pequeno porte registraram alta de 18%. Esses números, embora positivos em volume, reforçam a dependência de negócios de pequeno porte que enfrentam margens apertadas e maior vulnerabilidade a oscilações econômicas.
Confiança declarada contrasta com peso tributário
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Ciência e Tecnologia divulgou os dados e destacou o potencial de aquecimento econômico. No entanto, o próprio aumento de empresas tende a elevar a arrecadação de impostos como ISS e IPTU, o que pode pressionar ainda mais o custo de operação dos empreendedores em um momento de inflação persistente.
Goiânia continua sendo um polo de atração de novos negócios. Esse crescimento demonstra a confiança dos empreendedores na nossa economia e nos prepara para um fim de ano ainda mais aquecido
Tayná Issy
Apesar das declarações oficiais, a concentração em MEIs e o impacto fiscal previsto indicam que o otimismo precisa ser avaliado com cautela, já que muitos desses empreendimentos podem não sustentar empregos de qualidade ou contribuir de forma significativa para a arrecadação sustentável da cidade.
