O vereador Éder Alberto Jorge Pimenta, de Urutaí, em Goiás, foi indiciado por estupro contra uma estagiária da Câmara Municipal. O crime ocorreu em um motel em Pires do Rio, no sudeste do estado. Além do indiciamento, ele foi expulso do partido e perdeu o cargo de presidente da Câmara após votação unânime em 15 de janeiro de 2026.
Detalhes do incidente
O vereador atraiu a vítima com um pretexto falso de trabalho fotográfico. Ele a levou até o motel em Pires do Rio, onde praticou o estupro apesar das negativas dela. A principal prova no inquérito foi um áudio gravado pela estagiária.
O indiciamento foi concluído pela Polícia Civil antes de 21 de janeiro de 2026. O delegado Elton Diogo Fonseca conduziu as investigações. A data exata do crime não foi especificada, mas os fatos apontam para uma ação premeditada.
Mesmo diante das negativas dela, praticou atos que caracterizam crime de estupro.
— Elton Diogo Fonseca
Repercussões políticas
A Câmara Municipal de Urutaí votou pela destituição de Pimenta do cargo de presidente. A decisão foi unânime e baseada em conduta incompatível com a dignidade do cargo. Lindomar Veloso assumiu como novo presidente.
A quebra de decoro parlamentar e a violação aos princípios de moralidade e probidade administrativa foram citadas como motivos. Pimenta também foi expulso de seu partido político. Essas medidas ocorreram rapidamente após o indiciamento.
Conduta considerada manifestamente incompatível com a dignidade do cargo, com grave quebra de decoro parlamentar e violação aos princípios da moralidade e probidade administrativa.
— Câmara Municipal de Urutaí
Posição da defesa
A defesa do vereador enfatiza que o indiciamento não equivale a uma condenação. Eles argumentam que não há reconhecimento de culpa até o julgamento final. O caso segue em tramitação na justiça de Goiás.
o inquérito policial foi concluído com indiciamento, o que não significa condenação e nem reconhecimento de culpa.
— Defesa do vereador
Contexto e impactos
O episódio abala a política local em Urutaí e Pires do Rio. Casos de estupro envolvendo figuras públicas destacam a necessidade de maior rigor ético. A sociedade goiana acompanha o desdobramento, com expectativa por justiça.
A publicação das informações ocorreu em 21 de janeiro de 2026. Autoridades continuam investigando para garantir um processo justo. O foco permanece na proteção à vítima e na accountability pública.
