O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (25/03/2026) os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada em 2024, que revelam um quadro alarmante na saúde mental de adolescentes brasileiros de 13 a 17 anos. Com base em entrevistas com 118.099 estudantes de 4.167 escolas públicas e privadas em todo o país, o estudo destaca altos índices de tristeza, irritabilidade e ideação suicida, com meninas sendo as mais afetadas. A amostra é representativa do universo nacional e aponta para a urgência de intervenções em políticas públicas voltadas à saúde mental juvenil.
Resultados da pesquisa
A PeNSE identificou que fatores como a falta de suporte psicológico nas escolas contribuem significativamente para o declínio da saúde mental entre os adolescentes. Além disso, sensações de desamparo familiar e comunitário, agressões físicas por responsáveis e bullying são citados como agravantes. O estudo também menciona a insatisfação com a imagem corporal como um elemento chave, especialmente entre as meninas, que apresentam índices mais elevados de transtornos emocionais.
Fatores contribuintes
De acordo com os dados do IBGE, a pesquisa foi conduzida por meio de entrevistas diretas, garantindo uma visão abrangente da realidade brasileira. Os adolescentes relataram experiências que vão desde irritabilidade constante até pensamentos suicidas, refletindo um cenário de vulnerabilidade generalizada. Esses elementos destacam a necessidade de ações integradas para mitigar os impactos na saúde mental, considerando o contexto nacional de desigualdades sociais e educacionais.
Impacto por gênero e recomendações
As meninas são as mais afetadas, conforme o levantamento, o que reforça a importância de abordagens sensíveis a diferenças de gênero. Pesquisadores enfatizam a criação de políticas que promovam o bem-estar feminino, reconhecendo sua contribuição para a sociedade e a economia.
A criação de políticas públicas que contemplem essas diferenças entre os sexos é importante e urgente, para que as mulheres do país possam manter seu bem-estar e sua capacidade inegável de contribuição para a economia, para a sociedade e para o Estado brasileiro.
Essa divulgação do IBGE serve como alerta para autoridades e educadores, incentivando investimentos em suporte psicológico e programas de prevenção ao bullying nas escolas. Com a pesquisa datando de 2024, os dados continuam relevantes em 2026, apontando para desafios persistentes na saúde mental dos jovens brasileiros.
