Em palestra na Faculdade de Direito da USP, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a necessidade de mobilização das forças progressistas para combater a desigualdade social. Segundo Haddad, é crucial que essas forças se reapresentem com um projeto ambicioso de transformação social para enfrentar as “forças obscurantistas” que, em sua visão, estão causando estragos em termos de oportunidade, desigualdade, preconceito e intolerância.
Haddad destacou que o momento político atual é desafiador e que é hora de engajar-se em debates públicos e políticos, disputando ideias e visões de futuro. Ele enfatizou a importância de usar conhecimento, bom senso, empatia e o desejo de melhorar o Brasil como armas nessa luta.
O ministro criticou a estrutura tributária brasileira, onde os pobres acabam pagando proporcionalmente mais impostos, enquanto os ricos se beneficiam de renúncias fiscais. Haddad mencionou que essa desigualdade faz com que o Brasil perca respeito internacionalmente, pois a desigualdade é vista como uma fragilidade nacional.
Embora não tenha comentado diretamente sobre a recente votação no Congresso, Haddad criticou a resistência da elite em contribuir para a redução da desigualdade social. Ele argumentou que ajustes fiscais geralmente recaem sobre os mais vulneráveis, enquanto os mais ricos evitam contribuir, o que perpetua a desigualdade.

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